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Sinddocern fecha acordo com patronato e conquista direitos para a categoria

Mesmo em tempo de ataques contra sindicatos, Sinddocern fortalece a categoria com reajuste salarial de 4% e outros direitos conquistados

Publicado: 03 Setembro, 2019 - 14h33 | Última modificação: 03 Setembro, 2019 - 15h08

Escrito por: Redação CUT/RN

Arquivo pessoal
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Sérgio Guedes Damasceno, presidente do sindicato

O Sindicato dos Trabalhadores na Industria de Doces e Conservas Alimentícias do Rio Grande do Norte (Sinddocern) conseguiu reajuste salarial de 4% para a categoria da empresa BRF, durante uma assembleia entre o sindicato e patronato. O piso salarial que até então era de R$ 1.112,80 passa a ser, a partir de agora, R$ 1.159,60 para todos os trabalhadores e trabalhadoras da área. O acordo aconteceu no último dia 26, mas é retroativo ao mês de abril de 2020. A BRF é uma empresa do ramo alimentício, ligado à carnes e alimentos processados.

As conquistas para a categoria, além do ajuste salarial, são inúmeras. Entre elas estão o aumento no ticket-refeição de R$ 24,00 por dia útil de trabalho, desde junho de 2019; distribuição de 10 kits de produtos na empresa, no valor de R$ 55,00 (cada) sem custo para os trabalhadores; auxílio-creche no valor de R$ 100,00; ajuste de banco de horas para modalidade de capitalização semestral; auxílio escolar de R$ 70,00; entre outras conquistas.  

O acordo coletivo foi apresentado pelo presidente do sindicato, Sérgio Guedes Damasceno, que está adiante em defesa dos interesses dos trabalhadores. Por isso, é importante ressaltar que a vitória da categoria se deve à organização política do Sinddocern, que é um instrumento de defesa dos trabalhadores frente aos interesses das empresas. 

Enquanto isso, o governo Bolsonaro ataca os sindicatos porque sabe da importância que eles têm para a defesa dos direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras. O cenário de desemprego crescente e o aumento de ocupações informais se agrava com o enfraquecimento dos sindicatos, é o que vem alertando os representantes da classe trabalhadora e de centrais sindicais. Para as entidades, o cidadão corre o risco de perder uma estrutura responsável pela proteção dos seus direitos, com oferta de assistência jurídica e que estão na linha de frente da luta pela manutenção dos postos emprego. 

Sindicatos fortes, representativos e combativos estão intimamente ligados à ampliação de direitos e ao aumento da renda dos trabalhadores que representam. Sem essas entidades, os trabalhadores perdem o poder de negociação com os empresários e por essa razão é fundamental associar-se ao sindicato.