A Central Única dos Trabalhadores completa 43 anos promovendo a defesa da democracia, valorização do trabalho e direitos da classe trabalhadora
Neste dia 28 de agosto de 2026, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) celebra 43 anos de história marcados pela resistência e pela permanente defesa dos direitos da classe trabalhadora no Brasil.
Desde a sua criação, a CUT consolida-se como a maior e principal força sindical do país, atuando na linha de frente pela preservação da democracia, por condições de trabalho dignas e pela implementação de políticas públicas capazes de combater a desigualdade social.A CUT é a maior central sindical da América Latina e a 5ª maior do mundo, com mais de 3.806 entidades filiadas e 7.847.077 trabalhadoras e trabalhadores associados.
A origem: da resistência à redemocratização
A trajetória da CUT está diretamente conectada ao processo de redemocratização do país. Entre 1964 e 1985, o Brasil enfrentou uma ditadura militar que suprimiu garantias fundamentais, perseguiu lideranças e impôs forte censura à imprensa. No final da década de 1970, as efervescências do movimento sindical juntamente aos movimentos sociais do país, diante da reorganização da sociedade civil, foram decisivas para enfraquecer o regime autoritário e reabrir os caminhos da democracia.
Foi nesse cenário de transformação que a Central Única dos Trabalhadores nasceu, em 28 de agosto de 1983, no histórico 1º Congresso Nacional da Classe Trabalhadora (CONCLAT), realizado em São Bernardo do Campo (SP).
A fundação reuniu mais de cinco mil delegados e delegadas de todas as regiões do país, para construir um instrumento autônomo, democrático e de luta garantindo voz e protagonismo político à classe trabalhadora nacional.
Princípios da CUT
A CUT defende a liberdade e autonomia sindical com o compromisso e o entendimento de que os trabalhadores têm o direito de decidir livremente sobre suas formas de organização, filiação e sustentação financeira, com total independência frente ao Estado, governos, patronato, partidos e agrupamentos políticos, credos e instituições religiosas e a quaisquer organismos de caráter programático ou institucional.
Hoje, a CUT segue firme no combate a projetos que visam precarizar as relações trabalhistas e comprometer a soberania nacional. Por meio da economia solidária, da inclusão social, da geração de emprego e renda e da contínua formação sindical e profissional, a central reafirma seu compromisso com a construção de um país justo, igualitário e soberano.
O protagonismo e a caminhada da CUT no Rio Grande do Norte
Acompanhando a consolidação nacional, a CUT no Rio Grande do Norte (CUT-RN) ergueu-se como a principal referência do sindicalismo potiguar. Ao longo de mais de quatro décadas, a CUT-RNl tem liderado mobilizações decisivas para servidores públicos das esferas municipal e estadual, trabalhadores da educação, da saúde, do campo e do setor privado em todo o estado.
Com forte presença na capital Natal e no interior potiguar, a CUT-RN articula lutas locais com as pautas nacionais, da agricultura familiar, meio ambiente – implantação de parques eólicos e os impactos para a população, mantendo a firmeza na defesa dos serviços públicos de qualidade, na valorização salarial, no combate às opressões e na garantia dos direitos sociais da população do Rio Grande do Norte.
Galeria de Presidentes e Presidentas da CUT-RN
A história da CUT-RN foi construída pela dedicação e pela coragem de mulheres e homens de forte liderança sindical que deixaram seu legado na organização dos trabalhadores e trabalhadoras potiguares. Essas gestões conduziram a entidade desde a sua fundação:
Irailson Nunes — Gestão Atual (2023 - Presente)
Eliane Bandeira — Gestão (2015 - 2023)
José Rodrigues — Gestão (2006 - 2015)
Santino Arruda — Gestão (2003 - 2006)
Francisco Batista — Gestão (2000 - 2003)
João Batista — Gestão (1997 - 2000)
Vilma Aparecida — Gestão (1994 - 1997)
Dário Barbosa — Gestão (1991 - 1994)
Aldemir Lemos — Gestão (1988 - 1991)
Eliziel Barbosa — Gestão (1983 - 1988)
A LUTA PELO FIM DA ESCALA 6x1
O Fim da Escala 6x1 por um modelo que assegure dois dias de descanso semanal é vista pelas entidades organizadoras como uma medida urgente de saúde pública. A rotina de seis dias contínuos de trabalho está no centro do aumento de casos de esgotamento profissional, ansiedade e acidentes de trabalho provocados pela exaustão. A proposta devolve ao trabalhador o direito ao convívio familiar, ao estudo e ao lazer.
Pauta urgente e central nas mobilizações atuais, a luta pelo fim da escala 6x1 reafirma o compromisso histórico da CUT com a saúde, a dignidade e a qualidade de vida da classe trabalhadora.