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Privatização do sistema de saneamento afeta diretamente população do RN

Presidente do Sindágua, Ricardo André, chama para mobilização em frente ao prédio central da Caern em defesa o sistema estatal de saneamento e água

Publicado: 06 Novembro, 2019 - 11h57 | Última modificação: 06 Novembro, 2019 - 12h23

Escrito por: Bruna Torres

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O serviço ruim e caro praticado por empresas de saneamento fez pelo menos 158 cidades do mundo de países como a França, Estados Unidos e Espanha, entre outros, a estatizar novamente os serviços de saneamento, anteriormente privatizados. 

Os motivos foram: falta de cumprimento das cláusulas contratuais, falta de transparência na prestação de serviços e aumentos de tarifas. E, enquanto o mundo reestatiza seus serviços de água e esgoto, aqui no Brasil, na contramão dos países desenvolvidos, parte do Congresso Nacional em conluio com o governo de Jair Bolsonaro (PSL) aplica um modelo neoliberal econômico que vai deixar a população à mercê de empresários que só visam ao lucro. 

As consequências para a população serão tarifas mais caras, menos investimento em tratamento de esgotos, mais desperdício de água e aumento de doenças decorrentes da falta de saneamento básico. 

O Sindágua, enquanto instância sindical que defende os trabalhadores ligados ao serviço de saneamento e água, tem estado na luta contra o PL 3261/2019, o qual é a mais nova tentativa do governo federal de "resolver" a questão sanitária.   

O sindicato enxerga o projeto de lei como muito nocivo, principalmente para toda a população do Rio Grande do Norte. "O PL é direcionado a entregar as empresas de saneamento à inciativa privada, em que se promete a universalização do saneamento em um tempo muito curto e a gente sabe que isso não será alcançado", declarou Ricardo André, presidente.

O objetivo que eles têm é lucro e isso vem através do aumento de tarifas. Até porque as empresas só se interessam nas cidades com muita população e lucrativas, o que reflete que pequenas cidades não seriam atendidas.

Ricardo ainda declarou que "o projeto de lei não soma a nível Brasil nem a nível Rio Grande do Norte. A gente tem uma região de baixo indice puvliométrico, a gente precisa de investimento sim, mas é totalmente contrário na forma que o PL é conduzido no Congresso", completou.

Por fim, o representante convocou todos os trabalhadores da Caern para que no próximo dia 11 estejam no prédio da administração central da empresa, na Avenida Hermes da Fonseca.