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Nota pública da CUT RN sobre retomada do comércio no estado

CUT RN cobra respostas do governo estadual, uma vez que comércio será reaberto apenas em diálogo com setor patronal.

Publicado: 30 Junho, 2020 - 12h43 | Última modificação: 30 Junho, 2020 - 12h53

Escrito por: Redação CUT RN

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A pandemia do novo Corona vírus no Brasil continua num ritmo ascendente, trazendo estagnação econômica e aumento do desemprego, fome e miséria, em todo o país. No Rio Grande do Norte, se atingiu a marca de mil mortes pela covid-19 nesta segunda-feira, 29.

A construção de saídas junto com a classe trabalhadora que assegurem a vida, a renda e a democracia é sem dúvida, a grande tarefa da Central Única dos Trabalhadores nesta conjuntura. Por isso, resgatar valores anticapitalistas, de esquerda, como a solidariedade e liberdade e organizar uma narrativa de unidade dos movimentos, centrais e entidades progressistas para a defesa da vida, dos salários, do emprego e da democracia são essenciais.

Nosso apelo e união é em defesa da vida, ameaçada pela descoordenação do governo federal no combate à pandemia do novo Corona vírus, agravando a já crítica situação sanitária e econômica, implicando mais sofrimento a trabalhadoras e trabalhadores, às populações vulneráveis e inviabilizando a sobrevivência de empreendedores, em especial micro e pequenos empresários. No entanto, a retomada do comércio agora não é a solução para a crise que vivemos.

No RN, a curva de contaminação da doença ainda não estagnou e a taxa de leitos ocupadas ainda é superior a 90%, conforme dados da própria Secretaria de Saúde Estadual. Desde já, nós reconhecemos a importância das medidas tomadas pelo estado, como a abertura de 402 leitos de UTI; as medidas de isolamento social e o direito de ficar em casa; as campanhas do Pacto pela Vida, além da transparência constante sobre as ações tomadas. Contudo, o cenário como mencionado acima, ainda não é o ideal para reabertura do comércio.

A CUT RN entende que as medidas de rompimento gradual do isolamento social são perigosas principalmente para os mais vulneráveis, nós trabalhadores. Por isso, estamos em apelo à governadora Fátima Bezerra, para que dialogue com os representantes da classe trabalhadora sobre esse processo e que a retomada do comércio não seja atendida apenas pela pressão oriunda da classe patronal. Uma vez que as centrais sindicais não foram chamadas para o diálogo e, mais uma vez, o governo cedeu ao empresariado.

Além disso, nosso apelo é para que haja garantias legais de que os empregos da nossa classe estejam assegurados, assim como o direito de permanecer resguardado e resguardada enquanto não houver taxa de diminuição da curva de contaminação. Por fim, estamos abertos para a construção de um acordo que atenda também demandas e necessidades da classe trabalhadora, pensando na preservação da saúde coletiva e de nossas vidas.