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"MP 1045 é escravidão", diz Eliane Bandeira, presidenta da CUT-RN

Outras centrais também repudiaram a MP. Em protesto, entidades convocam classe trabalhadora a paralisar no próximo dia 18

Publicado: 12 Agosto, 2021 - 10h15 | Última modificação: 12 Agosto, 2021 - 11h51

Escrito por: Redação CUT/RN

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A presidente da CUT Rio Grande do Norte, em consonância com a CUT Brasil e outras centrais sindicais, repudiou a aprovação do texto-base da Medida Provisória (MP) nº 1.045/21, pelo plenário da Câmara dos Deputados, na noite de terça-feira (10). Para ela, a matéria representa "escravidão".

“Com essa vergonhosa MP 1045, o presidente Bolsonaro e os governistas na Câmara dos Deputados atacam, mais uma vez, os direitos da classe trabalhadora, já deteriorados pela reforma trabalhista, e trazem de volta à cena a famigerada carteira verde amarela”, criticou Eliane Bandeira.

A CUT, de forma unitária com as demais centrais sindicais, vem denunciando à sociedade e pressionando o Parlamento contra a MP 1045, e seus jabutis, “cujo mecanismo não gera emprego qualificado, mas sim a substituição de emprego formal por vaga precária, o que gerará menos arrecadação ao caixa da Previdência, retirará recursos do  FAT [Fundo de Amparo ao Trabalhador], que financia saneamento e habitação”. 

O país precisa, sim, diz o presidente nacional da CUT, é de emprego decente na indústria, no comércio e nos serviços, com carteira assinada, para voltar a crescer. “O Brasil só crescerá com investimento, com valorização dos salários”, afirma a líder.

A tarefa da CUT e de todo o movimento sindical, segundo Eliane, é seguir mobilizando suas bases para pressionar o Congresso contra essa MP 1045, que ainda irá ao Senado.

O próximo 18 de agosto, Dia Nacional de Mobilização e Paralisação pela pauta da classe trabalhadora, com greve dos servidores públicos, também será palco dessa luta.