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FETAM-RN vai discutir questões LGBTQ+ dentro do serviço público

Federação participou de congresso em Buenos Aires, na Argentina, que discutiu estratégias de combate a onda conservadora que assola o Brasil e o mundo.

Publicado: 11 Julho, 2019 - 10h36

Escrito por: Bruna Torres

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FETAM-RN vai discutir questões LGBTQ+ dentro do serviço público

Diante da onda direitista e conservadora que assola não só o Brasil, mas o mundo inteiro, a Internacional do Serviço Público (ISP), uma espécie de central do serviço público, da Federação dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal, promoveu um congresso dos dias 24 a 28 de junho para apontar mecanismos e estratégias de defesa que garanta os direitos que ainda nos restam. O encontro aconteceu em Buenos Aires, na Argentina.  

O presidente da FETAM-RN, Francisco de Assis Filho, detalhou como foi o congresso e contou quais os encaminhamentos e tarefas a serem seguidos depois das discussões internacionais em terras argentinas. Dentre os eixos centrais e principais estão os ataques ao serviço público; o combate e o fim da corrupção; a extinção da terceirização; justiça fiscal e preservação do ambiente. Essas pautas foram tiradas como norteadoras dos próximos anos para as federações. 

Mas além das questões centrais, o ISP apostou na organização de comissões dentro do próprio congresso e para além dele, as quais funcionam como núcleos que possam discutir questões identitárias como gênero, raça, LGBTQ+ e juventude. A FETAM do Rio Grande do Norte foi inclusa dentro de uma comissão que irá refletir e discutir a luta LGBTQ+ com os servidores públicos.  

Segundo Francisco de Assis, a Federação está planejando como melhor estruturar essa tarefa. O presidente comentou que em breve haveriam audiências públicas com entidades, base sindical, movimento social e quem estivesse interessado porque essa é uma das formas de trazer para o espaço do trabalho a violência que acontece com a classe e que esse debate, infelizmente, não chega aos espaços do funcionalismo público tão fácil.  

O presidente comentou também que o objeto central do congresso foi essa conjuntura e o ataque aos direitos dos servidores públicos. “O que está acontecendo nas Américas já aconteceu na maioria dos países, agora o Brasil está no processo”, declarou Francisco de Assis.