"Emprego, Direitos, Renda e Democracia", Centrais Sindicais realizam ato unificado
No 1º de Maio, Centrais Sindicais mobilizaram suas bases com materiais e destacaram 15 pautas prioritárias para classe trabalhadora. Atos pelo dia do Trabalho, acontecem em todo o país
Publicado: 26 Abril, 2023 - 13h35 | Última modificação: 26 Abril, 2023 - 21h15
Escrito por: Concita Alves
Pelo quinto ano consecutivo, as Centrais Sindicais do Brasil realizam, de forma unificada, o ato político cultural, pelo Dia 1º de Maio, dia do Trabalhador e da Trabalhadora no Brasil. O principal palco será no Vale do Anhangabaú, centro de São Paulo, a partir das 10h, com a presença do presidente Lula, autoridades e atrações musicais.
Em Natal, o 1º de Maio será realizado à tarde, a partir das 13h, no bairro das Rocas, na rotatória da rua Pereira Simões (de frente à Esquina Prime) onde normalmente acontece o samba.
O Ato Unificado terá dois momentos distintos: a partir das 13h, começa o ato político com as falas de lideranças sindicais, convidados (as), movimentos populares, parlamentares e lideranças partidária, intercalados com apresentação dos grupos de cultura popular: Folia de Rua, Batucada Popular Mestre Zorro e Batucada de Mulheres do Gami.
Em seguida, acontecem os shows de: Pretta Soul & Banda e Samba do Povo com Mestre Zorro e convidados :Carlos Britto, Denise, Fabrício, Fernandinho, Carlos Zens.
Organizado pelas :CUT, CTB, CSP-Conlutas, Intersindical e Pública e com a temática do: "Emprego, Direitos, Renda e Democracia", as classes trabalhadoras reivindicam pautas e direitos retirados pelo governo anterior.
15 PAUTAS DAS CENTRAIS
Neste 1º de Maio, as Centrais Sindicais mobilizaram as suas bases com materiais que destacaram 15 pautas prioritárias. São elas:
- Valorização do salário mínimo. A Política de Valorização do Salário Mínimo tem impacto positivo direto no bolso do trabalhador, na economia do país, melhorando também o poder de compra dos aposentados e pensionistas da previdência social. Quando a população ganha mais, consome mais e a indústria e o campo produzem mais, gerando mais empregos.
- Fim dos juros extorsivos.Juros altos só trazem dívida ao trabalhador. Quem gosta são os bancos. Com os juros mais baixos o endividamento das famílias diminui e com menos dívidas, o brasileiro consome mais e melhor, mais consumo gera mais produção e mais empregos.
- Fortalecimento da Negociação Coletiva. Direito fundamental no trabalho, a negociação coletiva cria regras da relação entre trabalhadores e patrões. Sindicatos fortes resultam em acordos coletivos fortes.
- Mais empregos e renda.Somente com emprego de qualidade, a renda do trabalhador melhora e o país cresce. Mais de 12 milhões de trabalhadoras e trabalhadores brasileiros não têm carteira assinada, 40 milhões estão na informalidade.
- Direitos para todos. A luta das Centrais é por toda a classe trabalhadora, sindicalizada ou não. Trabalho decente e empregos de qualidade para todos os brasileiros e brasileiras garantem uma sociedade mais igual e mais justa, democrática e soberana.
- Convenção 156 OIT. ela igualdade de oportunidades e tratamento para mulheres e homens trabalhadores que se desdobram entre trabalho e família. As mulheres sofrem mais com o desemprego que os homens porque acumulam mais jornadas, engravidam, cuidam dos filhos e são demitidas por isso. Isso tem de mudar.
- Trabalho igual, salário igual. Mulheres ganham até 30% menos do que os homens na mesma função. Essa disparidade acontece mesmo quando trabalhadoras e trabalhadores têm a mesma escolaridade, mesma idade e mesma cargo.
- Aposentadoria digna. As Centrais Sindicais propõem série de medidas para melhorar a qualidade do atendimento a aposentados e pensionistas da Previdência Social.
- Valorização do servidor e da servidora público. A servidora e o servidor público estão na linha de frente de serviços indispensáveis ao povo brasileiro. O que teria sido do Brasil na pandemia sem os serviços públicos. O trágico número de 700 mil mortes, a maior parte causada pelo negacionismo e incompetência do governo derrotado, teria sido ainda maior.
- Regulamentação do trabalho por aplicativos Trabalhadores e trabalhadoras por aplicativos não têm nenhum direito trabalhista nem previdenciário. Vamos mudar isso. A luta das Centrais Sindicais conquistou espaço de diálogo e negociação entre trabalhadores(as), empresas e governo, para regular as relações de trabalho nas empresas que oferecem serviços de entrega e condução por aplicativos.
- Em defesa das empresas públicas Governos passados venderam empresas públicas e o povo pagou a conta. Toda vez que o Brasil cresceu foi impulsionado pelas empresas públicas e estatais.Por isso, as Centrais Sindicais são contra as privatizações, que o governo passado fez, vendendo o patrimônio público a troco de banana.
- Revogação dos marcos regressivos da legislação trabalhista A reforma trabalhista de 2017 levou ao aumento da precarização, do bico, do desemprego. Só foi boa para patrão. Essa reforma causou um retrocesso, com mais informalidade, desemprego, precarização e terceirização do trabalhador e da trabalhadora e, portanto, menos direitos.
- Fortalecimento da democracia. Derrotamos quem ameaçava nossa democracia, agora é fortalecer assa luta. O golpe de 2016, que tirou uma presidenta legítima, seguido da eleição de um governo de ultradireita colocaram a democracia brasileira em risco. Começamos a mudar essa história com a vitória de 2022.
- Revogação do “novo” ensino médio Porque desqualifica e prejudica os alunos, esvazia e rebaixa a qualidade de ensino. A unidade entre estudantes, professores, pais e mães e trabalhadores e trabalhadoras dos vários segmentos da sociedade é essencial para derrotar essa proposta que cria uma escola sem conteúdo com prejuízos aos alunos.
- Desenvolvimento sustentável com geração de empregos de qualidade Crescer e gerar empregos, sempre respeitando o Planeta porque uma hora a conta chega. O desenvolvimento produtivo do país tem que acontecer com o fortalecimento da indústria nacional e da agricultura de forma sustentável.