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CUT comemora 36 anos em defesa da classe trabalhadora

Fundada em 1983, CUT Nacional e CUT RN comemoram anos de história em defesa dos direitos da classe trabalhadora e da democracia

Publicado: 28 Agosto, 2019 - 14h00 | Última modificação: 28 Agosto, 2019 - 14h24

Escrito por: Bruna Torres

Bruna Torres
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Há 36 anos surgia um importante instrumento de luta do povo brasileiro e norte riograndense: a Central Única dos Trabalhadores, a maior central sindical da América Latina. É uma história dedicada às lutas e conquistas dos trabalhadores e trabalhadoras, do campo e da cidade, do serviço público e da iniciativa privada. 

No Rio Grande do Norte, sua fundação ocorreu num processo de nacionalização de uma associação ainda embrionária de trabalhadores que ganhara mais força com o nascimento do Partido dos Trabalhadores. Em 28 de agosto de 1983, enquanto acontecia o Primeiro Congresso Nacional da CUT em São Paulo, na cidade de São Bernardo do Campo, aqui no Estado também se articulava a CUT Rio Grande do Norte, de acordo com Aldemir Lemos, segundo presidente da Central. 

“Foi em um congresso na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), que professores universitários e peças importantes como Ferreira, Eliziel Barbosa, Roberto Hugo, outros professores e muita gente que vinha da esquerda revolucionária se reunia”, contou Aldemir Lemos, ao lembrar da fundação.  

O ex-presidente também recordou que o apoio do PT naquele momento foi de extrema importância para o crescimento da CUT, visto que o partido tinha bastante força na área rural e auxiliou a chegada do movimento pelo interior do Estado. 

Logo após a fundação, a Central filiou importantes sindicatos da cidade do Natal, ligados principalmente aos rodoviários, comerciários e aos trabalhadores do setor têxtil. Entidades essas com um histórico de lutas e de muita força, segundo Aldemir. Posteriormente, o Sindicato de Trabalhadores em Educação (Sinte) deixa de ser uma associação e se torna um sindicato, o que também marcou a história da CUT.   

Três décadas depois, as lutas que travamos são quase as mesmas, mas a sociedade se reconfigurou e o modo de organização também. Para Aldemir, o advento da internet facilitou a mobilização de massa, mas também trouxe muito prejuízo no diálogo com a base “porque não existe o corpo a corpo que tivemos antes”, relatou. Em 1983, ONGS e pastorais católicas tinham bastante participação na luta organizada do movimento sindical, segundo ele. 

“Naquele tempo, o sindicato não dissociava a teoria da prática porque lutávamos por um governo que passasse pelo povo, pelo movimento, pelo sindicato e pela participação”, continuou Aldemir ao citar o filósofo marxista Gramsci.    

A primeira sede da CUT funcionou no Edifício TBarreto, na Rua João Pessoa, posteriormente se mudou para a Avenida Rio Branco e depois para Avenida Prudente de Morais, antes de definitivamente se instalar na Rua Apodi, em abril de 2011.  

A primeira gestão da CUT Rio Grande do Norte foi composta por Eliziel Barbosa da Silva. Em seguida, os presidentes foram, consecutivamente, Aldemir Lemos, Dário Barbosa, Vilma Aparecida, João Batista Filho (mais conhecido como Zizinho), Francisco Batista Júnior, Santino Arruda, José Rodrigues e, atualmente, Eliane Bandeira e Silva.  

Eliane é a segunda mulher a ocupar a cadeira e está no fim do primeiro mandato, tendo construído toda sua vida dentro da militância, desde o movimento social. “A minha história e a história da classe trabalhadora brasileira tem como referência a luta travada pela CUT, nesses 36 anos. Hoje mais do que nunca sua resistência e luta é fundamental para a vitória da classe trabalhadora!”, declarou a presidenta. 

Socorro Albuquerque é funcionária da entidade há 24 anos e se sente feliz em fazer parte e poder contar sobre essa história. Para a trabalhadora, muita coisa mudou das décadas passadas para os anos mais recentes, principalmente a forma de mobilização. Diferente de Aldemir, Socorro acha que organizar um ato nessa conjuntura é mais complicado, mesmo com a internet. Ao lembrar de quando passou a trabalhar na CUT, Socorro fala com entusiasmo sobre as atividades desempenhadas.  

Por fim, esses anos de luta e de história representam para a Central unidade a partir da vontade e da consciência política dos trabalhadores. O nascimento da CUT como organização sindical brasileira representa mais do que um instrumento, de representação real da classe trabalhadora e da democracia um desafio de dar um caráter permanente à presença organizada de trabalhadores e trabalhadoras na política nacional e no Rio Grande do Norte. 

Na imagem, da esquerda pra direita: José Rodrigues, Aldemir Lemos, Eliane Bandeira, Vilma Aparecida, Vagner Freitas e Eliziel Barbosa. Grandes protagonistas da luta do povo!