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"Atacar o BNB é condenar a região à miséria” diz presidente da FETEC

Presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do NE, Carlos Eduardo, declara que defender o Banco do Nordeste é uma tarefa de todos e todas porque sem isso, levaremos a região Nordeste à miséria.

Publicado: 21 Agosto, 2019 - 11h53 | Última modificação: 23 Agosto, 2019 - 12h18

Escrito por: Bruna Torres

Reprodução/Facebook
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“Atacar o Banco do Nordeste é condenar o Nordeste à miséria”, declarou o presidente da Federação dos Trabalhadores do Ramo Financeiro do Nordeste, Carlos Eduardo, enquanto explicava a importância do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para a Região Nordeste, desde o desenvolvimento de infraestrutura, pequenos agricultores aos pequenos e grandes empresários. 

Com a declaração feita pelo presidente do sindicato, é importante ressaltar qual o tamanho do BNB e qual a intenção do atual governo, com sua política neoliberal de privatizações em tentar desmontá-lo.  

Defender o Banco do Nordeste é defender a agricultura familiar, responsável por 70% da comida que chega à mesa dos brasileiros. O setor corresponde por 70% da produção de alimentos no país e é financiado basicamente por bancos públicos, entre eles o BNB, já que os privados não ofertam esse tipo de crédito. Naquele, o banco oferece o programa de microcrédito chamado “Agroamigo”, que nada mais é que uma linhda de microcrédito rural para atender o Programa Nacional de Fortalecimento de Agricultura Familiar (Pronaf). 

Atualmente, o Agroamigo atua em todos os municípios do Nordeste e Norte de Minas Gerais e Espírito Santo, através de cerca de mil gentes de crédito e das 201 unidades de atendimento espalhadas pelo território. Esses números de microcrédito correspondem a 62% operados no Brasil. 

Toda essa discussão sobre a importância do Banco do Nordeste na geração de renda e desenvolvimento do Nordeste veio à tona com a proposta de PEC feita pela deputada Kátia Abreu (PDT). Na emenda, os financiamentos não precisariam ser geridos apenas pelos bancos públicos de desenvolvimento, como o Banco do Nordeste, conforme acontece hoje. 

Pensando nessa ameaça, bancários, centrais sindicais e federações do ramo financeiro articularam um Comitê em Defesa do Banco do Nordeste para defender um banco público, autônomo e cada vez mais forte. Segundo Carlos Eduardo, essa é uma tarefa de todos e todas porque, do contrário, o desmonte no BNB levaria o Nordeste à uma miséria rapidamente.  

Teoricamente, a proposta de atualização da Constituição não deve retirar os recursos do Nordeste, uma vez que ela mantém a proporcionalidade de envio às regiões. A mudança vem, de fato, pela redução dos recursos que serão enviados aos fundos constitucionais, como o Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), abrindo a possibilidade que bancos privados possam também usufruir desse financiamento. No entanto, os bancos privados não têm o interesse em cumprir com a função social que o Nordeste precisa. 

Nesse sentido de instigar o debate para defesa do BNB, o deputado estadual Francisco do PT realizou uma audiência pública com a sociedade civil organizada, onde a CUT esteve presente, além do Sindicato do Bancários do RN, FETAM, FETARN, Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil, EMATER e outras entidades. O evento aconteceu na terça-feira (20), na Assembléia Legislativa. 

Durante a audiência, estiveram presentes na mesa Robson Luís e Rita Josina, ambos do Comitê em Defesa do Banco do Nordeste. Ele foi criado para ser uma fonte de informações sobre a atuação da instituição como agente de desenvolvimento regional.